PAREDES EM DRYWALL – PARA TODAS AS DÚVIDAS

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Oi pessoal!

Na semana passada, fizemos um vídeo explicando para vocês o funcionamento do rebaixo de forro em Drywall. Mas como esse é um assunto muito perguntado e que tem muito o que falar, resolvemos fazer um segundo post contando um pouco mais sobre o uso do Drywall para paredes!

Bom, como já falamos, nós gostamos bastante de utilizar o drywall em nossas obras. Além de ser um sistema construtivo rápido e relativamente limpo, ele é muito versátil. Pode ser utilizado em paredes quando se necessita pouca espessura, pode receber materiais que o tornam isolante acústico, podemos criar nichos e formas diferentes e separar ambientes de maneira criativa.

Além disso, ele acaba sendo uma alternativa mais ecológica, pois tanto o gesso como os acartonados são componentes recicláveis, ele gera somente 5% de resíduos na obra (contra até 30% dos métodos tradicionais), além de custar menos para transportar, pois é mais leve.

Vamos saber um pouco mais?

  1. Quais são os tipos de chapa?

Há três tipos de chapa, que se diferenciam pelo tom da cobertura de papel-cartão. A face branca deve voltar-se sempre para o lado do acabamento:

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Verde (RU): com silicone e aditivos fungicidas misturados ao gesso, permite a aplicação em áreas úmidas (banheiro, cozinha e lavanderia).

Rosa (RF): resiste mais ao fogo por causa da presença de fibra de vidro na fórmula. Por isso, vai bem ao redor de lareiras e na bancada do cooktop.

Branco (ST): é a variedade mais básica (Standard), amplamente empregada em forros e paredes de ambientes secos.

2. PROCESSO DE INSTALAÇÃO!

Já mostramos um pouco no vídeo sobre forro, mas para as paredes existem algumas diferenças básicas!

1º. Estrutura de base: primeiro, colocam-se guias metálicas no piso e no teto. Elas sustentarão os montantes verticais de aço galvanizado (distantes até 60 cm uns dos outros). As chapas são parafusadas nesses perfis.

2º Proteção das divisões: a seguir, faz-se o tratamento das juntas – região mais suscetível a fissuras. Por isso, aplicam-se nesses pontos massa e fitas específcas, duas vezes. O objetivo é deixar a superfície totalmente plana.

3º Finalização e acabamento: como a massa talvez retraia com a secagem, espera-se um dia antes de partir para o acabamento, que pode ser pintura, cerâmica, madeira… Se a junta estiver funda, melhor repetir a dose. Caso contrário, basta lixar.

3. Em que situações podemos utilizar o Drywall?

Podemos utilizar o Drywall para rebaixos de forro, como já falamos no vídeo da semana passada. Mas ele também é uma excelente opção para paredes.

Uma das vantagens dele, é a possibilidade de paredes com menor espessura do que uma parede tradicional de alvenaria, ideal quando se precisa poupar espaços.  Também é facilmente instalado, com menos sujeira e mais rapidez. Outra coisa bacana sobre utilizar o Drywall em paredes, é a possibilidade de isolamento acústico e térmico. Como ele é um sistema construtivo de estruturas metálicas revestidas com chapas, seu interior pode receber diferentes materiais isolantes. Falaremos mais sobre isso no próximo item.

Agora o que mais gostamos sobre o Drywall é a sua versatilidade! Podemos criar paredes com nichos, paredes vazadas, com diferentes formas, nichos decorativos e painéis diferentes, tudo usando o nosso querido Drywall! Veja algumas ideias de projetos nossos abaixo:

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4. Dica importante sobre Fixação de Objetos:

Na hora de optar por uma parede em drywall, é importante pensar no uso que vai ser dado à essa parede. Se ela for receber carga, como uma bancada de madeira, pedra ou TV, será BEM importante fazer um reforço metálico dentro da estrutura interna da parede. Lembre-se que ela é uma parede oca com uma chapa fina de gesso e papelão.  A regra é a seguinte: Qualquer objeto de até 10 kg pode se prender diretamente na chapa de drywall. Até 18 kg, a instalação ocorre nos perfis. Acima disso, deve-se adicionar um reforço em chapa metálica ou em chapa de OSB ou distribuir a carga. Existem tipos específicos de buchas, ganchos e parafusos, segundo o peso da peça.

– 10 kg: bucha de expansão, fixada na placa.

– 18 kg: modelo basculante, instalado nos perfis.

– 30 kg: exige reforço na parede.

Atenção para peças com mais de 30 kg, como, por exemplo, portas de correr. O ideal é que seja feito um bom reforço de estrutura ou então optar pela parede convencional de alvenaria. A parede em drywall pode não sustentar a porta de correr.

Parafusos, ganchos e buchas devem ser próprios para fixar objetos em drywal....

5. Opções de Isolamento Termoacústico! 😀

Por si só, o sistema oferece proteção contra barulho e calor, já que forma um colchão de ar no seu interior. Se necessário, é possível incrementar seu desempenho com enchimento de lã mineral, lã de rocha ou de vidro. O material, recortado na extensão entre os dois montantes, preenche todo o vão entre a parte de trás e o fechamento.Aa capacidade de isolamento acústico de uma parede de drywall de 95 mm (com chapas de 12,5 mm e vão de 70 mm recheado de lã mineral)  é de 44 dB .

6. PAREDES DE ÁREAS ÚMIDAS

Banheiro, cozinha e lavanderia podem, sim, receber o material, desde que adotados os painéis verdes, principalmente nas paredes da tubulação e do chuveiro. O boxe, o piso e a faixa de 15 cm junto ao chão demandam impermeabilização com manta asfáltica ou polimérica. Isso serve para qualquer método construtivo. Caso ocorram vazamentos, a troca dos canos atingidos é uma tarefa rápida e com pouca sujeira, ao contrário do que ocorre em paredes de alvenaria. Na área afetada, abre-se um recorte na chapa com um serrote. Depois do conserto, coloca-se uma nova placa e se tratam as juntas. Por fim, secagem e acabamento.

Apesar de mais resistentes à água, as placas verdes devem ser cobertas de revestimentos (cerâmica, pastilha, porcelanato), instalados com argamassa colante flexível e rejunte (a ser refeito sempre que apresentar irregularidades). Não é preciso instalar chapa verde no forro, já que a Standard (branca) se mostra sufciente. Em locais sujeitos ao vapor (boxe de banheiros),ela pede tinta antimofo.

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7. COMO FAZER REPAROS?

Também comentamos no vídeo da semana passada sobre a facilidade de reparos no drywall, principalmente se comparado ao gesso. Dificilmente se consegue um acabamento perfeito num forro de gesso aberto e fechado novamente. Já com o drywall é mais fácil. Algumas dicas de reparos que indicamos abaixo:

Trincas e fissuras: comece limpando a área a ser recuperada e aplique massa específica para juntas. Em seguida, coloque a fita de papel microperfurado, pressionando com uma espátula. Passe outra camada de massa e espere secar. Com a superfície lisa e uniforme, já é possível lixar e pintar.

Buracos pequenos: limpe o local e preencha o furo com massa adesiva MAP utilizando uma espátula pequena. Deixe secar. Se necessário, repita o processo até o defeito ficar imperceptível. Depois de seca a superfície, pode-se lixar e pintar.

Buracos grandes: Quando se precisa fazer intervenções de fiação de iluminação ou passagem de novos cabos, acaba sendo necessário retirar um pedaço maior do forro ou da parede de drywall. Para fechar o buraco aberto,  parafuse pedaços de perfis metálicos por dentro da estrutura existente. O trecho novo deve ser fixado neles. Aplique as fitas e massa para tratamento de juntas na superfície, como já explicamos, lixe e pinte.

Esperamos ter ajudado com as dúvidas. Se ainda houverem mais, entre em contato conosco ou deixe pelos comentários!

Beijos e até semana que vem!

ana e carol

 

Ana e Carol

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